OUTSIDE | Epic Records: entre muitos tapas e nenhum beijo

19 ago OUTSIDE | Epic Records: entre muitos tapas e nenhum beijo

A última semana foi movimentada, né? Foi o aniversário de 2 anos do Avril Bandaids Brasil (E o meu também, embora ninguém tenha perguntado. Inclusive, Twitter, senti falta daqueles balões no meu perfil e agora te odeio), a inauguração do novo layout do site (que eu amei, à propósito) e também teve muito CAPS LOCK no Twitter por causa de uma possível saída (mas podemos chamar também de libertação) da Avril Lavigne de sua atual gravadora, a Epic Records. O que dizer sobre isso? QUERO!

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A música “Fly”, lançada com o intuito de ajudar na arrecadação de fundos para a Special Olympics, apareceu nas lojas da Microsoft e da Play Store sem o selo da Epic Records, e sim o da Universal Music. Além disso, por algum motivo que não conhecemos, a cantora não aparece mais no catálogo de artistas da Sony Music. A possibilidade da saída de Avril da Epic gerou uma grande “gritaria” no twitter por parte dos fãs (“fãs” e “gritaria” na mesma frase? NO WAY!). E, na verdade, não se poderia esperar menos. Até porque, segundo pesquisa feita pelo IBOPE, 100% da fã-base deseja o desligamento da canadense com a gravadora.

Quando Avril deixou a RCA Records, em 2011, e passou a fazer parte do grupo da Epic, a animação do fãs, é claro, era nítida. Devido aos problemas de Avril com sua antiga gravadora (um banho de sal grosso talvez seja bom antes de escolher uma nova gravadora, miga), a expectativa era que a cantora fosse acolhida em um lugar em que as pessoas respeitassem a música que ela queria fazer. Além, é claro, como se espera de qualquer gravadora, ter uma boa divulgação e organização no que se diz respeito ao trabalho do artista.

Com L.A. Reid (sim, o homem que lançou a Avril no mundo musical e que todo fã tem que se esforçar para não odiar 100%) na presidência, todo mundo pensou: “É agora! Vem Let Go 2.0! Vem Hit!”. Mas a verdade, amigos, é que o tombo veio na mesma intensidade que a esperança de uma era realmente satisfatória.

7X1 NA DIVULGAÇÃO

O “Avril Lavigne” teve o seu lançamento adiado três vezes e cada vez que chegava a informação de que a próxima data prevista de lançamento tinha caído, a 9960 vinha abaixo (Aliás, saudades dos tópicos e das revoltas). Como se já não bastasse o “Adiamento Tour”, a equipe da Epic lançou dois singles antes do álbum e demorou demais para começar a  divulgá-los. Talvez achassem que os fãs fossem robôs para aguentarem calados essa pilha toda…

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Alguém aí se recorda do Scott Seviour? (Eu também não, mas fui pesquisar pra ter assunto aqui –N). Na época, quando queríamos saber a respeito da divulgação dos singles, era para ele que a gente perguntava. E em 99,9% das vezes vinha o famoso “soon”. Um “soon” aqui, um “soon” ali, um “soon” acolá… E pelo o que eu fiquei sabendo, Seviour não faz mais parte da equipe da gravadora. Não deve estar fazendo muita falta, realmente.

Durante uma das manifestações no Twitter em busca de melhorias na divulgação dos singles, ele foi questionado sobre  publicidade para “Rock N Roll” e respondeu a um fã, que certamente duvidou do bom trabalho da gravadora, mais ou menos assim: “Você vai engolir as suas palavras!”. Poderia rolar um print do tweet? Até poderia se o Scott não tivesse deletado. Poxa, Scott! Assim você me quebra, cara!

Bom, ele também chegou a dizer que “Rock N Roll” seria um hit mundial. E provavelmente deve ter trocado de vidente após a demissão, porque, né…

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Mas voltando ao “Adiamento Tour”… A gente sabe que a Avril quer lançar um álbum natalino, não é? Não tem como não saber também, pois ela fala sobre isso em todo canto que vai. Suponhamos que ela ainda faça parte da Epic Records. Do jeito que eles trabalham, é bem capaz do álbum ser lançado na semana santa ou quem sabe no feriado de Corpus Christi… São todos feriados religiosos, de qualquer maneira.

Outra coisa que dificultava o nosso lado é que nem atenção aos fãs eles davam de uma maneira correta, e dessa forma ficava cada vez mais difícil. Por mais que chegássemos nas redes sociais da gravadora cobrando por explicações, o que mais recebíamos como resposta eram vários nadas. Atenção é bom e todo mundo gosta! E fã bom é fã carente, então…

A gente gosta de organização, de escolhas corretas dos singles que, de fato, representem bem o álbum, um jabá nas rádios e performances em grandes premiações (não dá pra defender uma gravadora que parece que na maioria das vezes faz tudo “no escuro”). Sim! Definitivamente nós gostamos disso tudo, só não mais do que de seriados (inclusive eu deveria estar terminando a quinta temporada de “24 horas” e estou aqui escrevendo esse texto. Gustavo e Natasha, vocês estão atrasando a minha série! -NN) e coxinha, e talvez um Big Mac, uma cerveja…

A gente também gosta de uma fofoca… Então vem cá que eu vou contar! Dá pra fazer sucesso na Epic? Dá! A prova disso é a Meghan Trainor, que também é da Epic Records e, pasmem, tem três hits! T-R-Ê-S! O primeiro deles é “All About That Bass”, que foi lançado em Junho de 2014, porém a Meghan só veio receber o lucro da própria música em Abril de 2015! Nove meses depois! Tem como defender desse jeito? Deve ter, mas isso a gente deixa pros advogados da gravadora!

Agora, bateu aquela dúvida se eles pagaram a Avril pela platina de “Here’s To Never Growing Up”…

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Não sei mesmo! Mas pelo menos podemos citar essa platina do hino da juventude eterna como um possível ponto positivo para a gravadora épica. Mesmo que para mim isso não signifique nada, porque eu gosto é do conjunto da obra e não da metade dela.

E ah, sim! Não somos apenas nós, fãs da Avril, que não curtimos muito o trabalho da Epic. Os fãs das garotas do Fifth Harmony também não são muito satisfeitos com o método épico da gravadora. Eu também acompanho a carreira delas, então posso dizer que o trabalho da Epic para com elas não é tão OK assim mesmo não. É o que eu disse: o que vale é o conjunto da obra…

Quem está de boa mesmo são os fãs da Cher Lloyd. A cantora saiu da Epic e agora é da Universal Music. When will Avril?

AMIGOS, AMIGOS. NEGÓCIOS À PARTE

Todo mundo aqui ama o L.A. Reid que eu sei (falsiane voice) e sabe que sem ele talvez nem seríamos essas estrelinhas negras do rock que somos hoje. Logo quando a Avril ingressou na equipe da Epic, muitos fãs diziam que ela só não saía de lá por causa da amizade deles. Mas assim, miga, se você sabe que as coisas não estão indo bem não adianta ficar querendo tapar o sol com a peneira, não é? São amigos? Sim. Mas isso não quer dizer que seja necessário deixar a vida profissional ser prejudicada. Faz a “Fly” e voa, minha querida!

PONTE QUEIMADA IS THE NEW BLACK

A gente gosta é de ver uma ponte queimando mesmo, né? Se na Epic Records não está dando certo, tem outros caminhos, Avril! Li algumas pessoas dizendo que seria ótimo se você seguisse uma carreira independente. Q-U-E-R-O! Dinheiro é o que não falta, tem um estúdio em casa e ainda é casada com Chad Kroeger e amiga do David Hodges, que são excelentes compositores e produtores (Give You What You Like, Hello Heartache, Falling Fast e Hush Hush que o digam!). E ainda tem o Evan, que a gente ama muito e que, na minha opinião, já passou da hora de voltar a fazer parte da equipe de produção dos álbuns.

– Alô? Avril? E aí, é hoje que você sai da Epic Records?
– Maybe someday, but not tonight…

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Avril fora da Epic Records = faz acontecer, @Deus! Quebra só mais esse galho, prometo que paro de ouvir Pepê e Neném!

Ainda não foi feito nenhum comunicado oficial sobre a saída de Avril da Epic Records, e vale lembrar que a cantora ainda aparece no catálogo de artistas da gravadora. Mas é evidente o quanto a torcida dos fãs para a saída da canadense é altamente positiva. Há o desejo de um novo recomeço e de uma era repleta de mais pontos positivos que negativos.

Ok, a gente não é coxinha e sabe que a culpa não é só da gravadora. O buraco é bem mais embaixo e, pra deixar o suspense no ar e o gostinho de quero mais, a gente deixa esse assunto para as próximas postagens!

Cheers to never growing up!

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A proposta da nova coluna é comentar os temas polêmicos envolvendo a carreira da Avril Lavigne, sob a perspectiva leve e descontraída de quem acompanha tudo de camarote: os próprios fãs! Com a “Outside”, nós resolvemos sair da nossa zona de conforto de “apenas” informar de forma impessoal, para também comentar nossas impressões como os bons fãs que somos. A gente apoia, a gente bajula, a gente diz que ama (e ama mesmo), a gente usa “come to Brazil” com frequência, até trouxa a gente também é. O diferencial? A gente também diz a verdade!

 

Censo ABB: em sua opinião, as colunas devem continuar?

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