Avril Lavigne é entrevistada pela ABILITY Magazine, leia a entrevista traduzida

13 jun Avril Lavigne é entrevistada pela ABILITY Magazine, leia a entrevista traduzida

Avril Lavigne está na capa da edição deste mês da ABILITY Magazine, onde concedeu uma pequena entrevista falando um pouco mais sobre a doença de Lyme, contraída em Abril do ano passado, seu trabalho com a The Avril Lavigne Foundation e mais. Bastante positiva, a canadense também não deixou de comentar seus próximos passos, o que inclui o retorno da sua linha de roupas, Abbey Dawn, e também um filme! Confira a tradução na íntegra:

O que te motivou a começar uma fundação?
Desde o início da minha carreira, a Fundação Make-A-Wish  me dizia que haviam pessoas que queriam me conhecer, então eu ia aos hospitais para ver as pessoas que estavam doentes ou que tinham uma deficiência. Foi muito comovente e me fez querer começar a minha própria fundação. Eu a criei em 2010. Todos os anos, no meu aniversário, nós temos uma campanha de arrecadação de fundos. No ano passado, no meu aniversário de 30 anos, arrecadamos dinheiro para 30 atletas irem para as Special Olympics.

Isso é demais!
É, sim. Eu tenho feito programas em parceria com a Easter Seals e enviei um monte de crianças para acampar. Quando eu os visitei, eles estavam tão felizes que eu pensei ‘Meu Deus, eu tenho que me envolver!’. Nossa melhor e mais recente parceria é com a Special Olympics, porque compartilhamos uma missão semelhante. Eu escrevi essa música inspiradora, Fly, há uns dois anos atrás para a minha fundação – é sobre erguer as pessoas e dize-las para não desistirem, não importa quão difícil estão as coisas. No iTunes, todo o dinheiro arrecadado com a venda do single vai para a Special Olympics. Eu também gravei um clipe com os atletas sendo os protagonistas. Estamos negociando em uma performance minha nos Jogos Mundiais da Special Olympics, em Los Angeles.

Isso deve ser divertido.
Sim!

O vídeo com os atletas da Special Olympics foi filmado em Los Angeles?
No Canadá. Quatro dos 30 atelas que estou patrocinando vão participar dos Jogos em Los Angeles. Há também a corrida de revezamento da tocha, eles vão tocar Fly nela. É bem legal!

Isso parece ótimo!
A Special Olympics possui excelentes instalações e eles fazem um trabalho surpreendente. Estou muito feliz com essa parceria.

Tenho certeza que eles também se sentem assim. Você tem enfrentado alguns desafios recentemente. Você se sente confortável em falar de quando obteve o diagnóstico da doença?
Foi um processo longo e frustrante, mas eu sempre soube o que eu tinha. Fui a inúmeras salas de emergência, visitei vários médicos e especialistas e ninguém podia me dizer o que era, mas eu continuava dizendo: ‘Eu sei que é Lyme’. E eles me diziam ‘Não, as pessoas não contraem isso.’ Finalmente eu fui em um especialista em Lyme e obtive o diagnóstico. Foi um alívio finalmente ter uma resposta.

Como você está agora?
Estou bem. Tem sido uma longa jornada. Tenho estado em tratamento por vários meses e ainda tenho mais alguns pela frente. Muito em breve eu estarei 100% recuperada e isso vai ficar para trás. Meu médico disse que estou superando a doença mais rápido do que ele imaginou. Sou muito grata porque eu só a tive sete meses antes de receber um tratamento. Há um monte de pessoas que possuem o Lyme há anos e alguns têm que se tratar por anos. Meu tratamento será de, provavelmente, cerca de nove meses.

Essa experiência me deu muito tempo de descanso e perspectiva. Vou sair dela muito mais forte e experiente. Tenho sido capaz de continuar com meus projetos, como lançar Fly, e trabalhar com a Special Olympics. É algo que eu tinha planejado há mais de um ano atrás e está acontecendo agora, por isso, está funcionando bem.

Por curiosidade, qual tratamento você está fazendo?
O vírus se transforma em múltiplos organismos. Você deve usar diferentes antibióticos para matar as formas variadas, porque é um vírus inteligente que sofre mutações. Você não pode usar somente um antibiótico. Eu estive usando alguns em uma receita feita especialmente para mim. As pessoas deveriam sempre consultar seus médicos. Minha médica na realidade teve a doença. Eu acho que provavelmente ela é a melhor por aqui.

Quando fiz meu primeiro exame, o resultado foi inconclusivo – o que normalmente significa que há algo lá. Existem vários laboratórios para se usar e vários médicos contra eles… mesmo que você tenha sido examinado, existem falsos positivos e falsos negativos, então você tem que ir em um especialista em Lyme que sabe o que está fazendo.

Como você adivinhou que tinha o Lyme o tempo todo?
Porque meus sintomas estavam nos livros e dois amigos me diziam ‘Eu nunca te vi assim, acho que você tem Lyme’ e eu estava tipo ‘O que é isso?’ Eu procurei sobre e fiz muitas pesquisas.

Bom para você. 

[Lavigne] Onde você mora?
Em Los Angeles.

[Lavigne] Há mais números de casos na Costa Leste porque é mais predominante por lá, assim como na Califórnia. Alguns médicos apenas oferecem o tratamento “agudo”, que só funciona se você perceber a picada [do carrapato] e tratar imediatamente para evitar que se espalhe. Mas se você já a tem por um tempo, é preciso uma abordagem diferente de tratamento. Você tem que ser seu próprio advogado. Ouça o seu instinto. Faça quantas pesquisas puder. Não pare até que encontre a resposta que é certa para você.

Ótimo conselho. Quais são seus planos? Você vai reavaliar sua saúde antes de sair em turnê novamente?
Estou entre 80% a 85% melhor. É um processo e eu consigo ver a luz no fim do túnel. Minha saúde é a minha prioridade, mas eu me senti bem o suficiente para gravar uma música algumas semanas atrás. Tenho alguns projetos de filme que estou me preparando para fazer. Eu fiz um concurso de design para camisetas com meus fãs e toda o valor arrecadado apoiará a The Avril Lavigne Foundation e a Special Olympics. Abbey Dawn é uma linha de roupas que eu estou relançando. As coisas estão avançando. Você não pode deixar os obstáculos te derrubarem. Você tem que se manter positivo e continuar tentando, que é, como vocês sabem, o slogan da Special Olympics.

Você pode conferir a entrevista original, bem como o scan da matéria, aqui.





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